terça-feira, 27 de setembro de 2016

A Gilca Flor do meu Jardim








Energia de guerreira
Não flor mas árvore
Essência verdadeira
Não de perfumes raros
Mas aquele familiar
Aquele que gosta
De sentir e cheirar

Deusa luna fascinante
Lua forte cheia de magia
Mil batalhas e mil sorrisos
Aquela que vence todo dia
És tu na primavera
No ciclo que completa
cada dia mais forte
E por isso tão mais bela

Hoje pedi aos céus bençãos
Para tua vida em especial
Essa pessoa vibrante
Que amo e conheço
Que guardo como diamante
Por te amar e te bem querer
Desejo mil vezes mais alto
Um feliz aniversário pra você.

Aninha Barbosa


Pesadelos






Eu passei a noite falando dele
Dormia e acordava pensando nele
Queria saber mais
Queria saber porque
Porque ele sempre vinha sorrateiro
E levava as pessoas que amo
Um dia eu acordei
E procurei notícias dele
Descobri que ele não existia
Que tudo era brincadeira da vida
Que brincava de esconder
Todos estavam aqui
Todos que eu amo estavam aqui
Como saídos de trás da porta
Me abraçavam sorriam
Contavam histórias
Davam tapinhas nas minhas costas
- Te peguei i!!!!
Os sorrisos se multiplicavam
E tudo era uma linda verdade
Tão linda que parecia estar sonhando
E então percebi que estava
Porque ? porque ? Deus porque ?
Eles não estavam aqui sorrindo.
Eles não, não eles, mas ele, ele
Ele estava,
frio,
cruel,
estúpido.
Câncer estúpido
Ana Elizabete Barbosa

A Suely: Mais Uma Estrela Brilha







Ele venceu mais uma batalha
Mas a guerrilha está armada
Os guerreiros estão firmes
Não desistiremos de lutar
Vai para o céu uma estrela
Não ficamos aqui para chorar
Seu exemplo e lembrança 
Fortalecerá essa causa
Firmes, cheio de esperança
De um dia riscar esse traço
O fim do Câncer eu acredito
Eu rogo todos os dias ao universo
Receba mais uma guerreira
Ficará conosco o seu legado
Resistir sem chorar, sorrindo
Lutar sem protestar, Agradecendo
Cada dia uma experiência
Cada dia uma nova esperança
Um dia em sua memória teremos a cura
Enquanto se vai procuramos aqui
Fica nos braços do Pai querida Suely.

Aninha Barbosa .....
Sentindo me triste e impotente diante de mais uma batalha perdida.

Eu Desisti




Eu desisti ............... 
Desisti do teu meio amor
Da tua meia saudade 
Desisti do parte que me cabe
Hoje eu desisti
Desisti da tua metade
Da tua inútil vaidade de me manter 
Quem sabe assim desistindo
Dessas precariedades
Dessas meias verdades
Quando dizes que me amas
Quando em outros braços gozas
Dizendo coisas obscenas e insanas
Enquanto me privas por maldade
Desses gritos abafados que desejo
Das palavras não ditas então eu vejo
Quando estamos na cama e não tenho
O que hoje eu não quero e desdenho
Quero deixar- me torturar, chorar
Para quando bater a saudade apanhar
Fazer seu coração sofrer pela minha parte
Com a minha metade, aquela que me ama
Vou deixar-te louco a vagar vazio
Em um choro inconstante e frio
Na sua voz embargada, na minha perdida
Insana, voraz, fugaz infelicidade vivida
Quem sabe então
Eu possa te reencontrar
Quem sabe por inteiro
Em um amor útil, companheiro
Disposto a ser então verdadeiro.
Disposto a reflorir, a renascer
A ensinar, refletir e conhecer
Os lados de quem ama, de quem sofre
De quem chora e de quem devolve
De quem insiste e quem desiste
Quero te fazer sofrer, não muito, não pouco
Mas o suficiente pra saber que
"você vai aprender
que amar, não é brincar de amor e sofrer
amar é perigoso demais".

Aninha  Barbosa

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Recife Uma História








Prisões. Forcas, Recife cala boca
Padres, Igrejas, construções de ouro
Lucro de português e Mouro
Prostitutas serviçais da coroa
Por moedas e joias davam paradeiro
Do revolucionário, do preto, do forasteiro

Chegou o progresso, pontes se erguem
Louvem a Mauriceia e o governador
Passeio de ponte para o palácio
Venham ver o boi voador
O açúcar produzido em Estelita
O Navio para Lisboa levou

Produto barato no mercado
Venham comprar é a vista
Tenho preto saudável
Os melhores de Angola
Garanta o seu por apenas 130mil

Enquanto isso a princesa brincava no jardim

El não está contente,
Falta dinheiro para coroa
Pega o padre traidor na rua
Fura Caneca na Fortaleza
Tiros no Recife escuro
Capibaribe caminhava pro mar

Mascates, massacres, índios, negros
Engenhos, pedras caídas no chão
Recife parindo a morte
Nascido das cinzas da capital
Onde está o governador
Quem sabe na casa de Admirael

O Arrecife dos Navios povoamento da capitania
Onde viviam pescadores,
Longe do olhar dos senhores
Que em Olinda encastelados viviam
Gerras, massacres, Senhores, mascates
Recife passou a ser vila.

Vila de Santo Antonio do Recife
Agora seria capital
Aprovada pela Coroa Portuguesa
E pela Holanda de Nassau
Olinda Incendiada padecia
No Recife o comércio crescia

O Veneza Cidade mauricéia
Cadê teu orgulho? Tua verdade?
Frades, Beneditos, Carmelos, Jesuítas
Rezam pelas almas perdidas
No Marco da Morte do pelourinho
E o vinho?, ah o vinho é bom.


Aninha Barbosa

Revoltas (In) fundadas








O preço da Cachaça 
O tecido, a terra o pão
O imposto da carne
O imóvel da igreja não
El rei manda dizer
Prende, vende, sequestra
Tributa tudo que há
A Igreja deixe passar
Ao Jesuíta dai o índio
Aos Carmelitas a terra
Ao Clero dai as almas
Ao povo fria cela 
Quem ousa reclamar? 

Aninha Barbosa